Adimiradores.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Solidão


Solidão, estás no teu quarto,
em teu seio,
e no teu coração.
Já fizeste horas a pensar,
a chorar, a imaginar essa dor,
e suas menções..

Já declarastes aos anjos,
o quanto é frio,
e intensa essa paixão.
É de se amar tão feição amarga,
 que nos deixa cicatrizes,
e um tanto de tempo para apagá-las.

É sofrível esse refrão,
esta musica que se repete aos ouvidos,
á estes tímpanos que já cansam,
de tanto ouvir as mesmas orações...
É um gemido de manhã bem cedo aos raios do sol...
e um grito um tanto intenso, 
as trevas da noite, ao puro do céu..

Sabe Deus..
solidão igual a tua eu jamais pensei em estar,
não tem ao menos,
ninguém que perceba,
ou veja mais.

Não há exatamente uma fissura de alma colorida,
uma flor que não venha a murchar...
Esta solidão aqui se chama tempo,
e estou ás sombras desse vento,
que não me leva a lugar algum,
me resta ao nada.

Solidão aqui moras teu medo.
Medo e solidão, 
estás em minha casa.

Um comentário:

Lenda. disse...

Parabéns, traduzio bem sua solidão.

Solidão é:
Poço escuro que aprisiona almas.
Silêncio interno, começo sem fim.
Palavra não definem toda essa dor.
Pessoal, ninguém a sente como nós.
Algo que não mata nem deixa morrer.
Intransferível, incomensurável.
Infinita, universal.

Não desista de sentir...
Assim,
Não desista de escrever.

Beijos.