Adimiradores.

domingo, 28 de março de 2010

Moedas.


Jogam-me moedas.
E o produto bruto é curto,
não cobre o tamanho da nossa miséria.
Idéias, caras idéias.
Deste acumulador de pratas,
 mal sabemos das desgraças,
que este poder nos induz.

Numa calçada,
nestes dias sem pão e água.
E nas noites frias percalço a ilusão,
que acorrentou nossas almas.
E milhões ais se vêm,
vivendo com a opressão no pescoço,
clamando uma liberdade,
que voa não aqui nessas frestas.
Ela corre pelas florestas,
das nossas imaginações ingênuas.

Pequena,
como tornam a vida pequena.
Os homens desconcertam as lirias,
que almejam erguer-se no alvorecer,
dos horizontes de nossas crianças,
que mal conseguem entender,
as noites mal dormidas,
porque a fome pela igualdade,
sempre vem corroer.
Uma sede de dias melhores,
que não se detém.

Nos impasses desse mundo,
se perdem nossos meninos.
Deixai-os no esquecimento.
Ora, esquecer é a política,
que nos dita horas,
e nunca vamos conseguir enterrar,
esta arrogância.
Rezas,
quem sabe as rezas.
E me jogam moedas.
Como se ao invés de pão,
eu pudesse comprar esperança.





2 comentários:

Unknown disse...

Muito bonito!

Unknown disse...

Nossa, que lindo! Muito profundo... eu AMEI!
www.refugiodiario.wordpress.com