Adimiradores.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

O Porquê das Mães Chorarem Tanto.


Quando ao mundo eu vim,
o sol parecia também nascer.
Eu não sabia o que era sorrir,
mas o mundo me sorria.

Sorria minha mãe pra mim,
com os lábios esticados,
em linhas de felicidades.
Pareciam rachados,
de tanto algazarra,
por um ser que nascia.

O pequeno ser,
esquece a mãe, ele logo cresce.
Vira homem, não sei, talvez bicho,
sem uma espécie.
Ignora todo o ser das coisas,
pelas coisas que acontecem.

E a mãe chora, pois o filho se perde.
Tal homem, esquece,
que veio do ventre do ser mãe.
A veia que lhe irrigou o cérebro,
era dela a veia do coração.

E todo sentimento de amor,
transformou – se na nuvem cruel da culpa.
Pois o homem se entristece,
pelas coisas loucas, absurda, imundas desse mundo.

Mãe nenhuma entende,
a insanidade que exaspera,
uma adversidade de desilusões aparentes.
As raízes, as sementes,
adubagem das eloqüências vigentes.

Eu lembrei que a escuridão,
é uma eterna prisão.
O homem a entende,
pois os versos nas paredes,
estão sujos de sangue frio.

A criança que eu era,
minha mãe enterrou abaixo do chão.
Quando querem doer as memórias,
minha mãe reza,
ela perde perdão... por mim!


domingo, 30 de setembro de 2012

Tempestade Doce.


As nuvens são toscas.
Passam,
despercebidas.
São brancas, nulas,
quase fantasia.

A magia do amor,
em enganar.
Cristais de gelo caem,
e o frio que era tenebroso,
tão vivo se faz leal.

As águas que caem nas almas,
e as chuvas que descem,
parecendo lágrimas.
Será os Deuses desistindo de sonhar?
Eu deixei de sonhar,
com os deuses.

Serei franco,
um pedaço de nuvem me enganou.
Tua palidez e ternura era tanta,
que eu tropecei, cai.

Em um vácuo,
de paz e lucidez.
Quase roubei a asa de um anjo,
pra não descer.
E eu jamais quis sair.

Pois o vento,
ele se partiu na minha mão,
feito dois pedaços de pães.
Esfarelou – se os segundos,
que iam me permitir viver, só.

A macia,
avidez de uma vida, indigna.
Eu queria respirar,
apenas sentir.
A tempestade doce,
de um mundo infeliz.

Desde então,
conto minha história;
Não acreditem na filosofia,
monótona da igreja moralista humana.

Sonhar?
Tão pouco.
Quero apenas poder sentir,
o gosto da chuva,
caindo no meu quintal.
Os anjos, trazem as nuvens.

sábado, 26 de maio de 2012

O Vício de um Amor.





Quero uma dose de conhaque,
e uma garrafa inteira de amor.
Sujar – me na calçada,
feito vagabundo,
chorando e cantando,
as minhas e as tuas canções,
do amor.

Ser um farrapo humano,
e degradado,
pelo o que você me fez.
Deixando a solidão,
de horizonte na janela.

Minha dor,
minha donzela.
Lembra – se,
quando te tirei do teu castelo?
Você me chamava de amor.
E eu de minha pequena.

Que ilusão mais singela.
O amor realmente nos prega peças.
A minha tragédia,
foi me perder demais,
sobre os gracejos dos teus abraços.

Viciado,
demasiado cansado.
A esperança,
está bêbada ao meu lado,
feita uma alma imunda,
que se sujeitou a um abraço.

E agora,
só dorme,
quando toma uma dose,
ou uma garrafa inteira,
de amor.


Solidão na Minha Cama.






Minha Solidão é uma cama quente,
e meu cobertor é cheio de afago.
Meu coração me anseia,
mas sinto que não estou preparado.

Aquele amor perdido me atormenta,
qual tempestade,
que cai lá fora.

E teus dedos ainda me alucinam,
feito manhã s frias,
que já esqueci,
quando ainda acordava do seu lado.

Perdido é um vazio tão sublime,
quanto qualquer dor,
a  se desmanchar em lágrimas.

Amor, a vida é um mar.
Imensidão cruel e desleal,
feito meu coração que canta ao horizonte.

Esta minha canção é amar.
E viver da solidão que você me deixou,
na minha cama,
e na minha alma.

A Paixão versus Bebedeiras





Fiz amor pelo teu corpo.
Desenhei meus lábios nele.
Dancei pelo coração,
a canção que você cantava.
E o vento leva a imaginação embora.

Você ficava ridícula na cama,
rindo das paredes solitárias,
que vinham do meu quarto.
Eu sofro com ela,
e você ri, como se toda solidão,
fosse mera palhaçada.

Duas vezes nós tentamos reatar,
o nosso amor na cama.
Por duas vezes nossos travesseiros,
discutiram versões insensatas.
Palavrões e gestos de baixos escalões.
E depois de todos os perdões,
nós abraçamos individuais,
nossos pecados.

Em cada pôr – do – sol,
eu imaginei uma fé estagnada,
da sua volta.
Seja pelo espelho ou pela varanda.
Onde quer que o vento fosse,
eu sentia seu hálito,
o ar e a sua sombra.

A paixão versus bebedeiras,
é a razão do meu desespero.
Fetiches com você,
nas noites inúteis,
virou meu bordel e prazer.

Você chorou,
e eu dancei,
aquela canção que você tocava.
Riu das paredes do meu quarto.
E eu hoje chorei,
de saudades.

Oração de um Homem Perdido






Oração de um Perdido.
                         
Sabe Deus, a dor mora em todo lugar. No meu quarto ela se espalhou mais. Não posso mais deitar, pois ela virou estandarte no teto, atrapalhando as estrelas de fazerem seu belo teatro. Minha janela, já conseguiu esconder o canto dos pássaros. Pois já vi muitos por aqui, deixarem afagos sinceros, e deixando o seu gosto de voar.
Dor essa, quem embaçam minhas vistas de tanto chorar. Uma amiga chegou um dia e me perguntou, por qual motivo há tantas tempestades cheias de fúrias por dentro dos meus olhos? Eu não tive respostas, senão uma mera garoa se fez persuadir dentro de mim e fez com que essa reação desse a ela todas as repostas.
Meus amigos desistiram de me procurar, por que sabem que a canseira é recíproca. Todos se perdem nessa vida, como eu. Mas de alguma forma eu sei, que a dor deles, não é tamanha da dor do meu. Se eles cansaram, não é motivo alguma pra me esquecerem. E se minha a dor é constante, não me é também justificativa alguma esquecer que eles também possuem suas prezadas dores.
Isso aqui está parecendo um confessionário meu Deus. E eu não quero parecer um bêbado arrotando pecados meus. Estou sujo, parecendo um farrapo de resto de um humano que um dia ainda fui, no entanto eu sei que a vida exige e é mais dura para muitos por aí, e por esse motivo, ela não deixou de me esquecer. Meus pecados ( se é que isso possa se chamar de pecado, pois sei, que os puros também pecam) agora exigem que eu me repare na fogueira de anseios e depressões de lembranças vividas. Tão acumulativas suas derrotas foram, que as dores agora prestam suas contas atingindo em cheio meu coração torpe e cheio de espinhos.
Nem sei a razão de estar aqui, atormentando teu tempo Deus, que merece mais prestações aos necessitados do mundo. Sou um pobre mendigo, não de rua, mas da vida mesmo, com meu cajado da dor, tropeçando em devaneios esquecidos ( que não tento esquecer). Mas lhe peço, que por ora, quando tiver mais tempo, faça uma companhia a esse homem ferido e carregado de chagas, onde o cheiro de morte já se espalha, quando o coração pulsa e as tempestades vindas dos olhos cansados começam a dar vazão.
(Eu machuquei muita gente, eu sei).

Letras.






Tenho péssimo gosto,
para as lágrimas.
Advém de outrora,
por ventos que agonizam,
memórias ultrapassadas,
com ferrugens,
e desgastadas.

Sou a contragosto.
De palavras,
que abominam,
versos cansados.

Se as letras,
tivessem tal simplicidade,
não conviria dizer – te,
em frases,
que sou incorrigível,
e desprezado.

Não vou negar,
que choro.
Demasiado,
eu choro.
Choro tanto,
que as tempestades,
não me entendem.

Mas a palavras,
essas me zelam.
Todos esses símbolos,
que em linhas sem destino,
versam sobre mim.

E o que meu passado,
escreve.
Não tem insígnia,
que velará sobre meu fim.

Pois estarei ausente,
e só o vento,
que parece um pássaro imortal,
cuidará das partes,
mais difíceis,
e incompreensíveis.

E que pelas letras,
seja assim.

Humano





Ausente, descontente.
Vivo um presente amargo.
Sinto este momento.

Mais desgastado,
menos contente.
Um ser  aos farrapos.
Quem sou eu finalmente?

Sei dedilhar letras,
como desempenho das flores.
Canto musica para os pássaros dançarem.
Mas não desejo ser um humano.

Queria ser uma estrela á brilhar,
e só cessar quando o mar me presentear com seu descanso.
Não convenho a ser mero amante,
e tão menos sincero.

Ser sonhador em meros dias,
equivale ao se suicidar sobre as montanhas do amor.
E se eu morrer de paixão,
que venha a lua me carregar sobre seus braços,
e que me faça esquecer sobre essa fada,
que nas suas asas espalha a dor e o pesar.

Dor instigante.
Em presente que parece ser eterno.
Prefiro não mais ser humano.
Isso equivale a um deserto.
Sob ventos fortes e frios
só o silêncio do seu encanto,
viverá em mim.

Cristal.





Ama a teu cristal.
Seja sua fonte,
a emoção de cachoeiras.
Deseja teu amor,
como o sol deseja o fogo.

Não temas a incerteza.
Crer no sabor vindouro,
de uma bela pétala,
que vai colorir teus caminhos,
e ira perfumar teu guarda – roupa.

Afogue – se em beijos,
e do ser amado,
arranque a paixão de teu coração,
até que a respiração te abale.

Ama a tua estrela.
Ela lá em cima vive só,
mas brilha.
Incessantemente ofusca,
e teus olhos se submetem
à lágrimas de amor.

Saiba erguer suas montanhas,
sobre as pedras das tuas tristezas.
Sabendo que no cume delas,
haverá a alegria de você poder tocar,
uma estrela.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Alma das Pétalas.




Você é alma da flor.
O perfume delicado.
o cheiro do amor.

Singelo e fraco,
meu coração dispara,
feito estrela – cadente,
a fazer mágicas.

De puro céu,
teu rosto é o mais real.
Por mais que brilhem estrelas,
nenhuma se faz igual,
a pérola dos seus olhos.

Que mar é esse,
onde minha alma pode mergulhar?
Se teu sorriso sereno,
acalma e dá a paz,
por que buscar então,
o amor em castelos?

Se sobre o pó se desfazem,
como o tempo em cinzas,
a cada hora que passa,
e a cada beijo que o vento nos dá.

Levai de mim então,
oh vento magnífico, essa tristeza amargurada.
E traz – me os lábios serenos dessa alma,
de pétalas brancas, que pela ironia dessa vida,
nascem do pó.