Adimiradores.

sábado, 26 de maio de 2012

Letras.






Tenho péssimo gosto,
para as lágrimas.
Advém de outrora,
por ventos que agonizam,
memórias ultrapassadas,
com ferrugens,
e desgastadas.

Sou a contragosto.
De palavras,
que abominam,
versos cansados.

Se as letras,
tivessem tal simplicidade,
não conviria dizer – te,
em frases,
que sou incorrigível,
e desprezado.

Não vou negar,
que choro.
Demasiado,
eu choro.
Choro tanto,
que as tempestades,
não me entendem.

Mas a palavras,
essas me zelam.
Todos esses símbolos,
que em linhas sem destino,
versam sobre mim.

E o que meu passado,
escreve.
Não tem insígnia,
que velará sobre meu fim.

Pois estarei ausente,
e só o vento,
que parece um pássaro imortal,
cuidará das partes,
mais difíceis,
e incompreensíveis.

E que pelas letras,
seja assim.

2 comentários:

Alice disse...

"Demasiado,
eu choro.
Choro tanto,
que as tempestades,
não me entendem."

Chega a doer de bonito. (:

Unknown disse...

Lindo...e todo belo é triste e triste é ser feliz sendo triste e belo! :P não sei escrever, mas adorei!!!