Adimiradores.

sábado, 26 de maio de 2012

Humano





Ausente, descontente.
Vivo um presente amargo.
Sinto este momento.

Mais desgastado,
menos contente.
Um ser  aos farrapos.
Quem sou eu finalmente?

Sei dedilhar letras,
como desempenho das flores.
Canto musica para os pássaros dançarem.
Mas não desejo ser um humano.

Queria ser uma estrela á brilhar,
e só cessar quando o mar me presentear com seu descanso.
Não convenho a ser mero amante,
e tão menos sincero.

Ser sonhador em meros dias,
equivale ao se suicidar sobre as montanhas do amor.
E se eu morrer de paixão,
que venha a lua me carregar sobre seus braços,
e que me faça esquecer sobre essa fada,
que nas suas asas espalha a dor e o pesar.

Dor instigante.
Em presente que parece ser eterno.
Prefiro não mais ser humano.
Isso equivale a um deserto.
Sob ventos fortes e frios
só o silêncio do seu encanto,
viverá em mim.

Um comentário:

Alice disse...

A humanidade não deveria nos pesar tanto, mas o sentir é cruel às vezes. Lindo texto!