Adimiradores.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

O Porquê das Mães Chorarem Tanto.


Quando ao mundo eu vim,
o sol parecia também nascer.
Eu não sabia o que era sorrir,
mas o mundo me sorria.

Sorria minha mãe pra mim,
com os lábios esticados,
em linhas de felicidades.
Pareciam rachados,
de tanto algazarra,
por um ser que nascia.

O pequeno ser,
esquece a mãe, ele logo cresce.
Vira homem, não sei, talvez bicho,
sem uma espécie.
Ignora todo o ser das coisas,
pelas coisas que acontecem.

E a mãe chora, pois o filho se perde.
Tal homem, esquece,
que veio do ventre do ser mãe.
A veia que lhe irrigou o cérebro,
era dela a veia do coração.

E todo sentimento de amor,
transformou – se na nuvem cruel da culpa.
Pois o homem se entristece,
pelas coisas loucas, absurda, imundas desse mundo.

Mãe nenhuma entende,
a insanidade que exaspera,
uma adversidade de desilusões aparentes.
As raízes, as sementes,
adubagem das eloqüências vigentes.

Eu lembrei que a escuridão,
é uma eterna prisão.
O homem a entende,
pois os versos nas paredes,
estão sujos de sangue frio.

A criança que eu era,
minha mãe enterrou abaixo do chão.
Quando querem doer as memórias,
minha mãe reza,
ela perde perdão... por mim!


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