Adimiradores.

domingo, 30 de setembro de 2012

Tempestade Doce.


As nuvens são toscas.
Passam,
despercebidas.
São brancas, nulas,
quase fantasia.

A magia do amor,
em enganar.
Cristais de gelo caem,
e o frio que era tenebroso,
tão vivo se faz leal.

As águas que caem nas almas,
e as chuvas que descem,
parecendo lágrimas.
Será os Deuses desistindo de sonhar?
Eu deixei de sonhar,
com os deuses.

Serei franco,
um pedaço de nuvem me enganou.
Tua palidez e ternura era tanta,
que eu tropecei, cai.

Em um vácuo,
de paz e lucidez.
Quase roubei a asa de um anjo,
pra não descer.
E eu jamais quis sair.

Pois o vento,
ele se partiu na minha mão,
feito dois pedaços de pães.
Esfarelou – se os segundos,
que iam me permitir viver, só.

A macia,
avidez de uma vida, indigna.
Eu queria respirar,
apenas sentir.
A tempestade doce,
de um mundo infeliz.

Desde então,
conto minha história;
Não acreditem na filosofia,
monótona da igreja moralista humana.

Sonhar?
Tão pouco.
Quero apenas poder sentir,
o gosto da chuva,
caindo no meu quintal.
Os anjos, trazem as nuvens.

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