Adimiradores.

domingo, 28 de março de 2010

Escrita.


Escrevo-me ao meio,
sóbrio, descartável.
Já descobri,
que em parte,
isso não é a mais pura verdade.
Já me escrevi,
sobre o frio das madrugadas.
A vida um tanto exausta,
cansado a ponto de me escrever sem risos.
Mergulhado em fracassos,
quem já se escreveu triste?
Que nada,
ninguém sabe ao certo,
escrever-se sobre um olhar trágico.
É de se esperar qualquer surpresa vigente,
e isso se torna retroativo,
um paradigma a mais.
Já não me bastava chorar,
agora é sentir nada mais.
E quando me escrevo,
eu fico até singelo.
Um pouco de liberdade,
e bom senso completam-se.
 Á margem ficam lembranças de um passado,
e um titulo nem é precioso tanto imaginar.
Basta olhar meus olhos,
e é só escrever.
Deduz-se que vigora em meu peito,
uma dor pesada demais,
e uma tristeza escrita,
com resto de tintas,
vindas de lágrimas...

3 comentários:

Anônimo disse...

Magnífica!
;) Esse negócio de poesia vicia mesmo!

Obrigada pela visita!
Bjs!

David Weydson disse...

Parabens Cara!!!
Muuuuuuuuuuuuuuuuuito bom..
Cuidado pois a tristeza vicia, é veneno melancólico
Muuuito bom mesmo

Unknown disse...

Nossa! você me descreveu também... acho que nossas escritas são bem diferentes, mas o que sentimos pode ser muito parecido!

Gostei muuuito! :)