Adimiradores.

sábado, 27 de março de 2010

Anjo Carnal.



Eu,
Que deveras ser teu anjo carnal.
Tua pela envolvida em seda.
Teu inferno astral.
Eu,
Que deveras estar a cantar á tua janela.
E na tua espera,
O esperar do arremesso das pétalas.
Porque deveras,
Eu, um ser almejante.
Do aperto das estrelas.
Invocar-me nos teus seios.
E deles esperar a doce melodia dos desejos.
Eu cansei de chorar sobre as calçadas,
E me escorregar sobre o ventos.
O sopro vindo das arvores de folhas tristes.
Do tanto,
Deveras ser o tamanho dos gotejos,
Vindos dos céus,
Sangrados por algum Deus eterno.
Algum anjo em segredo.
Que deveras ter tido teus beijos.
Apaixonado...
Deveras ter visto teus olhos.
Um tanto medo.
E um tanto mais negro.
Um segredo que escondi,
Debaixo dos travesseiros.
Eu esquecera todo anseio.
Quando vinha a dormir com meu pensamento,
Na tua espera...
Na tua esfera,
Transformei-me nas trevas.
Que mal há de haver nesta?
Á noite existe sobre a lua, os planetas...as estrelas.
Cosmos e janelas.
São portais abertos.
Castelos de areias.
Montes, clarões, desertos.
Que seja.
Eu,
Deveras ser um sonhador,
Um homem cansado,
Desse fardo que é a saudade.
Ou seja la o que for,
Que dizem que seja a verdade.
Jamais devera,
Eu me esqueço de te esquecer,
E lembro de mim,
Quando consigo te ver,
Da minha portal janela.

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