Adimiradores.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Tempos de Alegria.


Nem tudo se perde,
mas não há nada que volte.
Não se pode perder tempo.
Na vida,
pode-se ver,
nossos olhos frios de medo.
Do querer que volte,
a nossa criança lá de dentro.
Que de tempos em tempos,
se solta,
e quer voar pelo vento.
Nos carregar lá pra fora,
ao encontro dos céus de sorrisos.
Nos momentos de mágoas,
o encontrar de cada lágrima.
Que não contamos,
porque é impossível esquecer.
Basta uma ferida,
para se escrever do que somos.
Resta uma tristeza,
para o mundo dizer,
que o tempo nos fez assim.
Mas alegria de mim,
a cada passo que dou fica.
E quando se vai,
só a saudade vinga.
Diga-me,
Quem já não quis morrer por um tempo
só para ver essa menina linda,
que se vai de olhos vendados,
e me arrisca nos caminhos intrínsecos desse tempo?
Cega para não perder a coragem.
Viva para me fazer sorrir.
Choramos as vezes,
porque todos sabem;
ela não voltará.
Alegre sei,
porque sabemos,
nem tudo se perde nessa vida.
Tudo pode passar,
e nos deixar um resquício de agonia.
Mas se dou um passo de volta,
eu fico assim,
na minha inocência do nada,
e com os meus tempos de alegria.

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