Adimiradores.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Calçada.


Caminhos na calçada,

e não se vê,

nenhuma lágriama.

Tenho meu horizonte,

melhor que esse drama.


Na boca sangue.

No meu peito uma chaga.

Prostado nessa calçada,

meu corpo é uma faixa.

Um protesto de rua.

E ninguém sabe ao certo,

os versos tristes que carrego.

As dores e pesâmes por que passei.


Ninguém sentiu,

a fome que corroeu.

O frio que enfrentei.

A solidão que me abraçou.


Sou tão assim indiferente,

que passam por mim,

e não me notam?

Vão sem se perguntarem,

se o amanhã será presente?

Se o chão por onde andam,

será capaz de esmorecer o futuro?

Se essa calçada por onde morro,

tem algum significado?

Se o simbolo da mnha pátria,

é só mais um pano de chão,

onde se limpou,

um passado rico de farsas,

pobre de força.


Passarão por mim,

todos estes famintos,

que não sentem ânsia,

e não sentem nada.


Nada que de mim,

possa ser uma resposta,

ao futuro que tantos filhos,

dessa tão querida e mãe gentil,

irão querer encontrar.








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