Adimiradores.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Choro.


Ao chorar,
A luz desaba em escuridão.
Chorando acredita-se mais na ilusão.
Fez-me contos gloriosos,
Quando os anjos me deram as mãos.
E voei com eles,
Situando as alegrias,
Que por cantos meus desconhecidos,
Eles ainda colorem:
Ares escuros, ventos sombrios.
Chorando foi que eu fiz,
Toda essa harmonia se esvair.
Manchando meu colorir.
Dando perda ao meu símbolo,
Que era de vitória.
Entregando a bandeira,
Que o meu luto brandira e chora.
A revolta que um peito,
Tenta explodir em raiva,
As denotas de um mundo descontente.
Choro, porque é nesse ventre,
Que nasce os inocentes.
Pequenos anjos,
Que não entendem porque choro tanto.
Voam comigo me mostrando,
Que acima das cintilas d’água,
Deus no céu,
Também deixa suas lágrimas.

Nenhum comentário: