Sabe, aquela lua que brilha,
lá fora e tão só.
Parece minha solidão mórbida,
minha segunda alma,
atormentada e só.
Mas ela reluz,
branca e pálida.
Parece um pedaço de lágrima,
uma tristeza amargurada.
Um rosto pesado, e ainda mais só.
Parece uma paixão,
Que foi embora,
E deixou estrelas pra se lembrar.
A escuridão que ficou envolta,
é pra todos verem a sua aurora perturbar.
Até que chegue aquela chuva,
E pronto,
É estar – se só outra vez.
E não pense,
E tão somente não sonhe,
Que tal Lua reluzente,
É tão sua como minha.
Mal se quer sabem,
Que minha triste noite,
É uma Dama de branco,
Que me faz chorar,
Pelas lembranças de estrelas,
E por está somente só,
como eu,a Lua.

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