Enquanto a estrela brilhar,
e o mar bater.
E enquanto vier,
a chuva com toda a fragrância das estações.
Eu estarei com a fé cristalizada,
feito as pedras no fundo das cachoeiras..
Eu levantarei e cantarei,
sobre a queda das dunas d’águas,
ah..eu ainda viverei.
Cantarei sobre a calçada,
com meu chinelo simples,
e com as minhas calças rasgadas,
mas eu celebrarei a cada risada,
vinda pelo meu sorriso amarelado.
Não, eu não me importarei com os hipócritas.
Que eles sejam ricos de mais para não ver,
e eu pobre o suficiente para não deixar de viver.
Cada cintila d’água advinda das minhas lágrimas.
Eu não cessarei de acreditar naquelas pétalas,
elas são a fonte da minha esperança.
O amor eu sei,
ele tem lá seus defeitos.
Sabe machucar como vento.
Leva tudo, e não deixa resquício,
nem um tempo sequer de sossego.
Faz balançar o coração,
tremer a alma,
me atormenta.
Mas não esqueço,
quando encontrei a rosa,
mais encantadora,
de um espetáculo inteiro de um jardim.
Ah...e dedilhei cada pétala espessa,
eu respirei aquela aroma até o fundo d´alma,
e jurei pelos céus,
que ali seria para sempre meu lar,
o meu mais belo jardim.
Não esqueço das alvoradas,
Aquelas sim são as mais constantes da minha vida.
Posso te contar o quanto fui encorajado,
a cada raio de luz que vinha de encontro á minha face.
Desejo em suma instância,
que tu assumas seu risco de viver em paz,
porque dentro da sua casa,
haverás aquelas grandes feridas,
e la fora voce encontrará,
a grande tempestade,
a temida forte batalha.
Se em ti houver as larmúrias,
então é hora de acordar,
aproveita enquanto é dia,
o sol é um raio de luz cósmico.
E a noite,
mesmo com medo,
eu sempre encontrei proteção,
nas estrelas.

Nenhum comentário:
Postar um comentário