Adimiradores.

sábado, 20 de novembro de 2010

Trovões.





É esse barulho que vem la de fora.
Deixa a noite clara por segundos,
e faz com que eu esqueça das minhas trevas.

Seja qual for a dor inconstante,
neste momento,
e vento afora.
Meu frio é permanente,
a solidão parece ser eterna.

As minhas ilusões são casas escuras,
que de segundo em segundo ficam acesas.
Em cada parte da janela
que eu consigo enxergar agora.

Engolidas pela a tristeza da chuva,
cada canto de rua,
é um canto triste meu.
Que morbidez é essa,
onde não encontro meu pontinho de descanso,
meu melhor lugar para morrer?

São penumbras afastadas,
Não há canto e nem alegria,
que façam com que avilte uma mera lembrança.
De tempos bons,
Aqueles que foram embora,
tão rápidas,
como as estrelas,
que já não posso mais ver.

Enquanto os trovões caem lá fora,
eu sonho com o sol de amanhã.
Talvez intenso demais,
para acordar uma esperança.
Quem sabe,
Talvez nem seja bom sonhar.
Então eu gosto da tempestade que cai lá fora,
Os trovões que fazem barulho,
 me distraem.

4 comentários:

claro de luna disse...

também amo chuva. nada melhor pra inspirar não é mesmo?

Notícia em Verso disse...

Gostei do blog. Segue uma linha bem interessante. Belas imagens.

Também tenho um, relacionado a versos, contudo, alinhado às notícias.

Bruno
http://noticiaemverso.blogspot.com

Mariana G.M. disse...

Ah, as lembranças doem mas não nos consumiram. ao menos não devemos deixar isso acontecer. Quando chove... eu me entrego à chuva, ao vento, aos trovões e choro com ela em cada gota, sorrio no cantarolar do vento, fico eufórica e fascinada com os raios...
É tanto sentimento...que é um desabafo e após.. tudo é mais limpo. Talvez você precise se deixar limpar também..

Beijão....

E você escreve muito bem. nossa, vc arranja simetria nas palavras e frases... parabéns. =))

Lenda. disse...

Trovões e raios, chuva e vento.
Energia selvagem presente.
A natureza se revela.
Ao mundo.

Amo ter sua sensibilidade.

Beijos.