Queria ler em teus olhos doces,
e acreditar num amanhã onde você virá.
Assim eu não esperaria tanto,
derramando minhas lágrimas
ao vão sobre o chão.
São as paredes deste quarto,
que me atormentam.
Dizei – me, o que será de mim no inverno.
sem a tua unção?
Meu peito a cada dia ele descobre,
que do teu ar eu vivo..
Tento reviver um sorriso,
onde eu carrego neste semblante,
de quem de tristeza agora ama.
Amar a tal ponto,
que nem estrelas encantam tanto.
Eu não meu encontro,
eu não me tenho..
Tenhamos piedade,
pois muito vivem em silêncio.
Silencioso eu fico,
para não assustar os pássaros,
que na minha janela dormem.
Sonham com o vôo de amanhã,
pelos caminhos verdejantes e bonitos,
que desejarão pousar..

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