Adimiradores.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

A Chuva



Fostes embora.
E levaste contigo,
minhas rosas.
Não restaram – me
 os pomares.
Nem ao menos o perfume,
pelo qual foi tão somente amada.

Fostes embora,
e nem os céus deixastes.
Consigo foram as estrelas,
ás quais mais brilhavam.
Nem quis espalhar teu sorriso,
e deixar as meras marcas,
no meu peito em chagas.

Ora, as lembranças vêm com a chuva,
e na hora perdida,
eu costumo esconder a minha alma,
para não sentir tanto frio e angústia.
Se por ora, tudo fica cinza,
eu costumo deitar
sobre as nuvens da saudade,
e tão somente chorar.

Porque você foi tudo que restou.
E se as lágrimas vêm daquelas feridas,
eu procuro fecha – las,
com um doce beijo.
E a morte vem á esperar.

Talvez, o encanto do amor
tenha se quebrado..
como uma chuva que cai
e logo passa.
Mas eu insisto em esperar,
quem tão cedo,
foi embora.

Um comentário:

Retalhos da Sol disse...

E o que devia ser só alegria, por vezes faz sofrer...

"Se sou amado,
quanto mais amado
mais correspondo ao amor.

Se sou esquecido,
devo esquecer também,
Pois amor é feito espelho:
-tem que ter reflexo."
Pablo Neruda.


Um abraço enSOLarado p/ ti, Junior.