Adimiradores.

quinta-feira, 8 de março de 2012

O Deserto e os Versos.


As asas,
dos versos,
que foram embora.
Pelos pássaros,
que cantaram lá fora,
um beijo da minha mágoa.

E quando deixei os versos,
soltarem - se dos seus algozes.
As vozes, que o vento soprava
sobre os mares de azuis cristais.
Era a poesia querida,
que me deitava sobre a rede das nuvens,
para que minha alma pudesse descansar

Quando deixei de escrever os versos,
a canção que ela dançava,
mesmo distante,
sobre a valsa da lua,
e o cortejo das estrelas,
fiz as palavras de amor,
soarem mais sensatas.

As frases que me sobravam, 
eu as escrevi, 
sobre as areias de praias nuas.
Toda uma finda canção de ninar,
vindas de lábios serenos,
fizeram soar.
E quando o sol deitou,
sobre o travesseiro do mar,
o amor sonhou.

Mas quando a saudade,
abriu as janelas,
pelo sopro da tempestade.
As cinzas e as chuvas fizerem doer.
Porque deixei esses versos,
corroerem.
E por demasia e coragem,
fui sofrer.

A falta infinita.
o tempo da equação triste.
Que leva tudo,
e deixa esses meus versos,
sempre tão mais tristes.
Essa que é a minha canção
e tem sua melodia,

imperfeita.

Eu sempre tenho um papel,
uma caneta,
e quase uma lágrima a escorrer.
Minha tinta perfeita
é o silencio,
das linhas infinitas,
dos versos meus.

Nenhum comentário: