Minto,
se disse que não vi,
as águas tiranas,
que banham teu rosto.
Neste sol limpido,
vivo em sombras frias,
que teimam em viciar,
o meu espirito carne.
Minto,
se disse que não amo.
Amar assim,
sem fronteiras,
e nem atmosferas.
Amar no encanto do luar,
e no dançar das pétalas.
Amor que veio,
como chuvas de mel.
Tendo o coração cedido,
ao poderio dos céus.
E se consagrar na sua beleza,
que vagueia,
nos sonhos da minha ilusão.
Minto,
se não digo que sempre serei,
preso a esse ar que flui,
no algoz da morada,
que agora é meu bem viver..

2 comentários:
Lendo essa poesia só uma coisa me veio em mente... a idéia de que muitas vezes somos o nosso maior inimigo. Travamos uma luta diária, interminavel contra o nosso eu. Achei essa interessante. Acho que uma obra só é boa quando leva o leitor a reflexão. Essa me levou a pensar, então parabéns =)
Obrigado pequena, sua passagem por aqui contribui mais com as minhas inspirações....
s2
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